É impressionante como coisas bobas e fatos que não têm nada de especial podem desencadear reações, pensamentos ou situações que, na verdade, já estavam ali prontinhas pra revirar tudo, mas estava apenas aguardando o “gatilho”.
E foi uma coisa boba que aconteceu, um simples comentário que fizeram pra mim, um dia desses, que me fez voltar uns 10 anos na minha vida para imaginá-la o quanto ela poderia ter sido diferente.
Com certeza eu não teria vivido tudo o que eu vivi, nem tido as experiências que tive. Mas teria tido outras. Teria seguido outros caminhos e teria tido outras opção para escolher. Nem melhores, nem piores; apenas diferentes.
E foi uma coisa boba que aconteceu, um simples comentário que fizeram pra mim, um dia desses, que me fez voltar uns 10 anos na minha vida para imaginá-la o quanto ela poderia ter sido diferente.
Com certeza eu não teria vivido tudo o que eu vivi, nem tido as experiências que tive. Mas teria tido outras. Teria seguido outros caminhos e teria tido outras opção para escolher. Nem melhores, nem piores; apenas diferentes.
O que sempre fica é a curiosidade a respeito do que não foi, da escolha preterida, do caminho não escolhido.
Eu sei que não adianta se consumir se perguntando “e se eu tivesse feito aquilo em vez disso?”, ainda mais quando fazemos a escolha errada. Se bem que “escolha errada” depende do ponto de vista, e talvez aquele “erro” tenha sido exatamente o que você precisava naquele momento, mas apenas não tem consciência disso.
Depois de algumas experiências adotei a prática do desprendimento: o que não foi não era pra ser. E a cada bifurcação no caminho com que eu me deparava, fui aprendendo a escolher um e não olhar para trás me perguntando se eu não deveria ter escolhido o outro lado da estrada. Se não, corremos o perigo de empacar no meio do caminho sem vontade de continuar por onde escolhemos, mas também sem coragem para voltar e pegar o outro caminho que deixamos de lado.
Eu sei que não adianta se consumir se perguntando “e se eu tivesse feito aquilo em vez disso?”, ainda mais quando fazemos a escolha errada. Se bem que “escolha errada” depende do ponto de vista, e talvez aquele “erro” tenha sido exatamente o que você precisava naquele momento, mas apenas não tem consciência disso.
Depois de algumas experiências adotei a prática do desprendimento: o que não foi não era pra ser. E a cada bifurcação no caminho com que eu me deparava, fui aprendendo a escolher um e não olhar para trás me perguntando se eu não deveria ter escolhido o outro lado da estrada. Se não, corremos o perigo de empacar no meio do caminho sem vontade de continuar por onde escolhemos, mas também sem coragem para voltar e pegar o outro caminho que deixamos de lado.
Às vezes a maturidade de alguém não reside nas escolhas que ela faz, mas no fato dela assumir ou não as responsabilidades das suas escolhas, encarar as conseqüências delas.
Não, o comentário que eu escutei e que foi o responsável por me fazer pensar tudo isso não me fez maldizer minha escolha e minhas atitudes de 10 anos atrás, para me martirizar a respeito de tudo o que eu não vivi nesse tempo.
É só que eu imaginei (e me impressionei) com o quão diferente teria sido tudo.
Não, o comentário que eu escutei e que foi o responsável por me fazer pensar tudo isso não me fez maldizer minha escolha e minhas atitudes de 10 anos atrás, para me martirizar a respeito de tudo o que eu não vivi nesse tempo.
É só que eu imaginei (e me impressionei) com o quão diferente teria sido tudo.
Isso é estranho pra mim também, mas eu senti saudades de coisas que eu não vivi.

Tem um trecho de uma música do Renato Russo, que fala exatamente isso: "E é só você que tem a cura pro meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi" (ÍNDIOS - LEGIÃO URBANA)
ResponderExcluirE eu sempre escutei, e sempre pensei exatamente nisso que tu disseste no teu post, desde pequena, mas nunca tinha conseguido expor assim o que eu achava. Sentir saudade do que ainda nao vi, ou do que nao vivi é sim possível!
E quanto às nossas escolhas, maturidade e afins... é verdade. Traduziste exatamente o que eu deveria ter entendido nos ultimos tempos: ficar "empacada no meio do caminho" nao é nada agradável! Assumir as consequencias, seguir em frente e entender, de cabeça erguida, que se fizemos estas escolhas é porque deveria ser assim! Ou nao, mas enfim...
Sábio Renato:
[Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você]
E tu sabe gêmula, tu sempre sabe :)